13 de janeiro de 2008

Febre Amarela (ou Vermelha)


Depois de erradicada dos centros urbanos em 1942 pelo presidente Getulio Dornelles Vargas, a epidemia de Febre Amarela está prestes a retornar à tona. Isso é o resultado de uma administração bem capacitada, composta por dirigentes renomados e competentes, realmente preocupados com o bem-estar da população.
Temos um exemplo ímpar desta fabulosa equipe que esbanja saber e que estão sempre prontos para auxiliar a população quando preciso: com a palavra, a guru, a Consultora Nacional Sobre O Que Fazer Em Horas de Desespero, Ministra Marta Suplicy...

“As pessoas devem se acalmar. Passem um repelente enquanto ainda não foram se vacinar. Mas todo mundo deve se vacinar”.

13 de novembro de 2007

Agradecei à tecnologia


Inovação, tecnologia e superação não existe superior a dos nossos amigos Europeus com essa mais nova invenção!

Essa maravilhosa invenção está espalhada pelas ruas de Londres, Paris e muitas outras cidades européias e é a nova sensação!

Bateu AQUELA vontade?

Mija na rua!!!

Sem problemas, 4 homens podem abrir a braguilha e tirar a água do joelho, no beco mais próximo da sua casa!

Grátis!



E sejam bem-vindos todos a O Mictório, ressussitado e à todo vapor, em vésperas de Fuvest.
E Boas-vindas também à nosso mais novo companheiro Pedro Bacchi!

Vivas!

11 de novembro de 2007

Ressuscitando O Mictório...

Cavalheiros,

É com muito prazer que entro para esse grupo de debates e descargo de consciência. Estou feliz de poder debater com meus caríssmos colegas temas cotidianos.
Assim, abro minha braguilha pedindo a vocês que voltem a dedicar parte de suas preciosas horas neste fraterno meio de comunicação: o nosso Mictório!
Gostaria de celebrar minha chegada com os sábios versos de Cajú e Castanha que exprimem, creio eu, um pouco de nossa ideologia mictoriana:



Mulher de Amigo Meu

Cajú e Castanha

Mulher de amigo meu é instrumento musical
trato carinhosamente delicadamente etc e tal

que papo é esse que aí seu monteiro
mulher de amigo meu pra mim é pandeiro
eu vou doidão e meto a mão!!!

que papo é esse que aí seu joão
mulher de amigo meu pra mim é violão
eu vou sem medo e meto o dedo!!!

mulher de amigo meu é instrumento musical
trato carinhosamente delicadamente etc e tal

que papo é esse que aí seu leone
mulher de amigo meu pra mim é trombone
eu dou a louca e meto a boca!!!

que papo é esse que aí seu barache
mulher de amigo meu pra mim é contra-baixo
eu toco em cima e toco em baixo!!!

mulher de amigo meu é instrumento musical
trato carinhosamente delicadamente etc e tal

que papo é esse que aí seu maneco
mulher de amigo meu pra mim é reco-reco
eu relo, eu relo e passo o ferro!!!

que papo é esse que aí seu justino
mulher de amigo meu pra mim é violino
eu viro a cara e meto a vara !!!

mulher de amigo meu é instrumento musical
trato carinhosamente delicadamente etc e tal

que papo é esse que aí seu justino
mulher de amigo meu pra mim é violino
eu viro a cara e meto a vara!!!



Gostou? Então ouça esta célebre canção no link abaixo:
http://www.youtube.com/watch?v=iUk5rb4dy1I

21 de julho de 2007

Uma mulher, uma bebida

Embriagado, não parava de tomar doses após doses sobre aquela mesa de bar. A realidade já era irreal, já era um sonho. O ritmo das coisas havia se alterado. Tudo estava mais lento, mais desequilibrado. Depois de muito esforço conseguiu focar. Viu ela passando pela porta.
Deliciosa, com curvas grandes e perfeitas, com um vestido vermelho justo que deixava seus dotes ainda mais salientes.
Enquanto seus cabelos ondulados balançavam com o vento que misteriosamente surgia naquele ambiente fechado, suas unhas vermelhas e seu dedo indicador tocavam na ponta de seus lábios.
Tudo que usava era aquele vestido. Era possível notar que não havia nada embaixo além da materialização do prazer.
Era linda, perfeita, gostosa.

O tolo, com sua boca entreaberta, não podia acreditar no que via. Ela sentara sensualmente sobre o banco ao seu lado, apoiou seu corpo sobre o balcão e cruzou suas pernas, permitindo uma visão privilegiada.
Virou-se a ele e pediu-lhe um cigarro. Trêmulo, debabotoou sua jaqueta de couro, retirou o maço do bolso e colocou o fumo nos lábios daquela anja. Aproximou-se dela, tirou os óculos da cara e o isqueiro do balcão. Acendeu o cigarro, ela tragava.

Cambaleando, foram para a cama e realizaram seus maiores devaneios. Foi louco, foi maravilhoso. Era um sonho que se realizava, um sonho desnudo e delicioso. Usou-a até não conseguir mais. Deu a última e caiu num sono profundo.

Na manhã seguinte, com uma grande ressaca, uma terrível dor de cabeça, acordou e foi, ainda um pouco bêbado e cambaleante, até o banheiro. Urinou tudo o que havia bebido. Seu instrumento ainda guardava vestígios da farra da noite anterior.

Saiu nu e sorridente, orgulhoso de seu feito, de sua conquista. Olhou para a cama em busca de seu mais precioso troféu.
Lá estava, atirada sobre a cama, com um bafo grotesco e numa postura animalizada, uma mistura de Dercy Gonçalves com Maguila e Fred Flintstone.
A bebida fodeu com ele.

5 de julho de 2007

A infantilidade da vida

Hoje em dia há muitas pesquisas que dizem que as mulheres são menos infantis que os homens e que amadurecem biologicamente tanto quanto psicologicamente (e eu, como homem, me recuso a levantar minha bunda pra procurar alguma fonte). Esse, porém, é um fato que este texto vai comprovar falso.

Todos falam que as atitudes que os homens fazem como “brincadeiras de mão”, competir pra ver quem é mais forte, mais rápido, mais esperto, etc, são atitudes infantis. E, se pensarmos bem, essas são atitudes que acontecem desde que éramos pequenos, o que as torna infantis. Mas isso não as faz menos infantis que as atitudes femininas.

Se formos analisar bem, as atitudes femininas são tão infantis quanto as atitudes masculinas. Enquanto um garoto passa a vida inteira competindo com seus amigos pra ver que é mais forte, as meninas passam a vida inteira “brincando de boneca”. Quando elas viram adolescentes elas param de pentear uma boneca e passam a pentear o próprio cabelo. E quando elas envelhecem, elas penteiam o cabelo das filhas, além do próprio. Um garoto também, quando pequeno brinca de tiro, mas ele não atira de verdade, apenas finge atirar com uma arminha de brinquedo. Quando cresce, brinca de fingir lutar e socar seus amigos. Quando vira adolescente, ele brinca de socar seus amigos. Quando envelhece, compra um pay-per-view para ver uma luta de boxe.

Podemos ver também que uma garota passa a vida inteira com repulsão muito “infantil” à infantilidade. Quando pequenas, elas ignoram os garotos porque eles são muito infantis. Quando adolescentes, gostam de garotos mais velhos, porque os da sua idade são muito infantis. Quando crescem e viram mulheres, gostam dos homens, mas nunca ficam com um por muito tempo, porque são todos muito infantis. Quando ficam velhas e têm filhos, brigam com seus filhos por serem muito infantis.

As atitudes masculinas e femininas são todas infantis. É muito raro encontrar pessoas com atitudes “não-infantis” ou "adultas", afinal, todas as atitudes que temos são características de nossa espécie e a maioria delas teremos a vida inteira. Portanto, quando você tiver vontade de socar seu amigo, cutucar o nariz, brincar de boneca ou chamar seus amigos de infantis, não se sinta mal, essas atitudes são realmente infantis e isso não significa que sejam atitudes ruins. Elas são tão infantis quanto escovar os dentes e tomar banho.

28 de junho de 2007

Sensual Vitória

Aquela bela garota estava ao seu lado. Exitava-o, deixava-o louco, não conseguia distinguir o quanto era a adrenalina do momento e quanto era o tesão que o consumia. Tudo era uma grande mistura, um prazer gigantesco apenas por sentir Vitória.
Havia sete rodadas que não perdia, bem pelo contrário. Havia quadruplicado o montante inicial. Era como se ela, aquela maravilhosa e sensual dama, aquela vagabunda de cabaré, brincasse com ele deixando-o feliz. Só vinham as cartas certas, completando sua mão.
Mesmo quando começou com um dois e um sete acabou vencendo, vieram todas que precisava, todas do mesmo naipe. Um Royal Street Flush.
Estava no céu. O par de áses de Vitória brilhavam em suas mãos. Na mesa, os outros dois. Era uma quadra de áses. Apostou alto, apostou tudo. Vitória o seduzia e ele ia atrás. Pegava-a pelos cabelos, a despia e se fartava. Beijava seus pés e seu corpo nu. A emoção progredia, já não podia mais esconder o extase. Era uma ereção iminente.
Pagou para ver. Vitória, com seus dedos de veludo moveu sua mão e seus lábios. Ela o controlava. Ele não resistia mais àquela tentação.
Jogou as chaves sobre a mesa.


Voltou pra casa a pé.
Vitória fodeu com ele.

"SEGURA NA MINHA E BALANÇA"
FILOSOFIA DO MICTÓRIO